13 abril 2016

Entrevista com a banda Alarmes

Alarmes é uma banda de Indie Rock - apesar de não se prenderem a um único seguimento -, lá de Brasília. Formado por Gabriel Pasqua  (bateria e vocais), Arthur Brenner (guitarra e vocais) e Lucas Reis (baixo e vocais) a banda lançou no dia 29 de março (2016) o álbum "Em Branco", trazendo poesia, suas percepções e Rock, é claro. Então aproveita e escuta o disco da banda enquanto lê a entrevista que eles deram para o Meu Nome É Música.
Dá o Play e confere:



Vocês se consideram Indie Rock? Quais as bandas e artistas que influenciaram e influenciam vocês?
Podemos dizer que sim, afinal as bandas do gênero são nossas maiores influências, como Arctic Monkeys, Queens of the Stone Age, Foals, St. Vincent, Jack White, Royal Blood, entre várias outras. Quando pequenos, tínhamos contato com alguns clássicos, escutávamos Beatles, Rolling Stones, Xuxa - definitivamente as primeiras influências -, Blink 182 e The Offspring. Isso porque os nossos pais foram sempre muito ligados a música, inclusive os pais do Arthur e do Gabriel são músicos até hoje. Foram eles os responsáveis por nos apresentarem a bandas como Led Zeppelin, Alceu Valença e Os Mutantes e por nos colocarem em contato com instrumentos musicais.

Vocês acabaram de lançar o álbum “Em Branco”. O disco tem uma variação de Indie pra Hard Rock, o que fica claro na música “Incerteza de um Encontro Qualquer”. Essa variação foi proposital ou saiu natural?
Essa variação de estilos no nosso CD foi natural e se dá pela diversidade de coisas que escutamos. Durante a produção do álbum, as músicas foram tomando forma gradual e naturalmente, foi um processo bem espontâneo. Não nos preocupamos muito com o estilo pois acreditamos que isso faz com que a cara da banda transpareça mais em nosso trabalho. Queríamos fazer um CD de estreia que mostrasse o que é Alarmes, e acho que teve um resultado bem fiel a isso.



Qual a proposta do disco e o que vocês planejam para o futuro dele e da banda?
A proposta do CD é mostrar a verdadeira cara da Alarmes e nos aproximar ainda mais do nosso público, que já se identificava com as músicas que já tínhamos lançado. Agora estamos aqui por inteiro neste álbum. O "Em Branco" é onde começamos a escrever uma história. Estamos planejando divulgar o álbum por todo o Brasil e mais materiais relacionados a ele estão por vir!

Vocês são de Brasília, uma cidade que foi a capital do Rock nos anos 80. Tem algum peso de tocar aí, como que é a cena atualmente?
Não há peso algum por conta do rock brasiliense dos anos 80. A gente reconhece e respeita o que foi feito pelas bandas na época. Chegamos aqui para inovar junto a essa cena maravilhosa e talentosa aqui de Brasília. E sentimos essa mesma sintonia com o público em cada show. O público tem se mostrado muito animado e com sede de música, os fãs estão super dedicados a acompanhar os passos da banda, tanto em shows quanto nas redes sociais. 

É sensacional esse projeto de colocar os vídeos de vocês com tradução em libras. Como surgiu essa ideia e foi difícil colocá-la em prática?
A ideia veio do Lucas, nosso baixista. Estávamos conversando sobre formas de aumentar o alcance das nossas músicas, expandir a visibilidade do nosso trabalho e ele veio com essa ideia, fazer até os surdos "ouvirem" a música. Afinal só a arte tem essa capacidade de não ter barreiras para tocar as pessoas. A partir daí, nós fomos assistir alguns vídeos de libras e percebemos que dava para atrelar um conceito artístico com a interpretação da nossa música em libras. Isso é muito gratificante e animador para nós enquanto músicos.


O Meu Nome É Música agradece a banda Alarmes pela entrevista, clique aqui e entre no Facebook da banda.

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