Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
27 janeiro 2017
Resenha: O primeiro disco dos Menestréis
Vamos misturar? Talvez tenha sido esta a pauta para o som dos Menestréis, também pode tudo ter ocorrido naturalmente, como arte puramente espontânea.
Quem conhece os trabalhos solo de cada integrante da banda sabe que há músicas já conhecidas pelo público. No meu caso destaco "Mil Estrelas" que tem sua versão mais "rockeira" no single lançado em 2015 pela Duda Rocha e "Temporal" que saiu no disco "Subtropicarnaval" (2012) do Tiago Rubens.
Falando no disco como uma obra indivisível, ele possui vários climas, que variam do épico, latino e popular, com algumas caídas para o Folk. Vale lembrar que todos os seis integrantes tiveram suas vozes registradas, consequentemente a variação de timbres aumentou.
Os Menestréis produziram o disco em conjunto, cada integrante contribuindo coletivamente. Talvez por isso as 14 músicas sejam tão complementares, fugindo da repetição. Entrando individualmente em cada canção temos referências das mais variadas. "Hey Pangaré" pode facilmente ser passada como uma canção setentista, a melodia junto com a timbragem da guitarra estilo "Revolution" dos Beatles (1968) dão um ar nostálgico a música. Outra música que me chamou muito atenção foi "Salmuera", que é cantada como um dueto em espanhol a base de um suave violão, e que quando menos se espera, surge um acordeon pra solar e dar mais cor a canção. Continuando com dueto destaco "Réquiem para uma máquina" que possui o mesmo clima de "Salmuera", diferenciando pelo violão dessa vez dedilhado, por cantar no idioma tupiniquim e pela leve guitarra ao fundo.
Destacar elementos de qualquer disco é sempre uma tarefa árdua, então o critério parte unicamente do gosto pessoal, no meu caso a primeira impressão é a que fica. Considerando tais pontos, meus destaques vão para o arranjo vocal das canções e a forte presença do acordeon (gaita para os gaúchos).
Menestréis (homônimo) é uma obra pluralista e livre, sem censura, espontânea e coesa. Pode ter soado mais como uma diversão para eles, mas pra mim virou um dicionário de sons.
Agora que já leu a resenha, nada melhor que escutar e tirar suas próprias conclusões.
O Meu Nome É Música já fez um post falando sobre banda, para ver (clique aqui).
Facebook Menestréis: (clique aqui)
Para baixar o disco dos Menestréis (clique aqui)
Marcadores:
Resenhas
Blogueiro e músico. Sou Beatlemaníaco, mas nem por isso deixo de escutar outros artistas. Gosto muito de MPB e do bom e velho Rock N' Roll.
20 julho 2016
Resenha: Percipere, disco de estreia do The Outs
Minha primeira sensação ao abrir o "Percipere" antes mesmo de escutar "Ainda Me Lembro" (primeira faixa) foi de surpresa, comecei a ler o título das faixas e percebi que todo o disco era em português. Sinceramente é um ato de coragem lançar dois EPs o "Spiral Dreams" (2014) e o "Marmalade Land" (2015) que são compostos só de músicas em inglês e depois cair de vez na comunicação tupiniquim na hora de compor seu disco de estreia. Confesso que foi uma frustração, naturalmente esperava o "Percipere" com mesclas dos dois EPs mais alguma inéditas, que até poderiam ser em português já que eles já haviam lançado "Ainda Me Lembro" como primeiro single.
Mas não foi isso que aconteceu, então agora a resenha parte deste pressuposto.
Após essa enorme consideração, vamos destrinchar o disco. Pra quem acompanhava a banda não houve surpresa na sonoridade, é o The Outs que conhecemos, mas para quem ainda não está situado no trabalho deles ou até mesmo ainda não escutou o "Percipere" é a pegada do Rock com a psicodelia setentista, ou para os mais modernos seria um som com fortes influências do Tame Impala - um dos principais representantes do gênero na atualidade -, o disco também carrega aquele lance de sempre ter um violão de fundo como base de quase todas as músicas, modulação e sobreposições de vozes também estão presentes, atributos que sempre foram características da banda.
A temática do "Percipere" é o tempo. Presente, passado e futuro com uma pitada de surrealismo se entrelaçam na mensagem desse novo trabalho, importante também destacar que as letras e principalmente o encaixe com o andamento da música são muito bons. O disco no geral é bem amarrado e uma ótima porta de entrada para novos fãs.
Música favorita: Os Monstros Nadam no Litoral Afogando o Esclarece (da Sua Mente)
Marcadores:
Novas bandas brasileiras de Rock,
Resenhas,
Rock Nacional
Blogueiro e músico. Sou Beatlemaníaco, mas nem por isso deixo de escutar outros artistas. Gosto muito de MPB e do bom e velho Rock N' Roll.
13 julho 2016
Resenha: California, novo disco do Blink 182
Antes tarde do que nunca, como diria o pensador. Enfim saiu a resenha do "California" (16 faixas) do Blink 182. O disco é surpreendentemente bom, não que eu não levasse fé no poderio criativo da banda só que com a saída do Tom DeLonge - guitarrista do trio - e a entrada do Matt Skiba talvez não a banda, mas fãs e críticas ficaram com um pé atrás no sucesso do futuro da banda. Mas o "California" foi um tapa na cara da desconfiança e prova como Matt se entrosou bem com os companheiros de banda, até trazendo elementos inatos do Alkaline Trio (sua primeira banda), cantando, tocando e principalmente compondo, ao contrário do que aconteceu com Josh Klinghoffer - substituiu Frusciante no Red Hot Chili Peppers - que precisou de 7 anos e 2 discos para mostrar a que veio na banda.
O trio californiano tinha escolhido "Bored To Death" como primeiro single, mas quase todas as faixas tinham plenas condições de serem a porta voz do disco, mérito para o encaixe e coesão do mesmo. Se teve e tem um fator que não podemos reclamar do trio é o preenchimento das canções, não parece faltar nada - às vezes é difícil em um trio -, principalmente pela sobreposições de vozes, Matt e Mark (Hoppus) cantam.
Sou particularmente muito fã do Travis Barker (baterista) e abrir o disco com "Cynical" que é um feeling impressionante na bateria, uma ópera de viradas, foi sensacional, já dando aquela disposições para ouvir as outras canções.
Parece que as guitarras foram gravadas em vários canais e sobrepostas umas as outras, a dúvida é saber se o som do disco se repetirá nos palcos.
Música favorita: San Diego
Marcadores:
Resenhas,
Rock Internacional
Blogueiro e músico. Sou Beatlemaníaco, mas nem por isso deixo de escutar outros artistas. Gosto muito de MPB e do bom e velho Rock N' Roll.
28 junho 2016
Resenha: "The Getaway" - Red Hot Chili Peppers
Particularmente sou suspeito para falar alguma coisa do Red Hot Chili Peppers, já que são uma das minhas bandas favoritas. "The Getaway" é o primeiro trabalho inédito da banda desde 2011 quando a banda lançou "I'm With You".
O disco realmente pode ser considerado um marco importante na história da banda, muito por causa das inovações no som. Temos muito piano, sintetizadores, uma pegada mais Pop, marcas que não parecia fazer parte da rota musical dos californianos. Claro que alma da banda ainda está lá, as linhas marcantes de baixo do Flea estão presentes junto com as viradas características do Chad Smith, além das letras com as temáticas que acostumamos ouvir o Anthony cantar. O disco ainda marca a afirmação do guitarrista Josh Klinghoffer que apesar de já ter participado de "I'm With You" é em "The Gateway" que as ideias que o levaram a substituir John Frusciante começaram a aparecer.
Muito do som de um disco ou até mesmo de uma banda passa pela mão do seu produtor - desde George Martin e os Fabs four - e não foi diferente com o Red Hot Chili Peppers. A banda com receio de se repetir resolveu trocar de produtor, saiu o lendário Rick Rubin que produzia a banda desde Blood Sugar Sex Magik e entrou Danger Mouse que além de produzir bandas como Radiohead, é DJ. Deve ser daí que saiu muito dos sintetizadores e outros pegadas mais baladeiras que marcam esse álbum.
Uma coisa que eu levo em consideração na hora de avaliar o "The Getaway" é a proposital mudança de sonoridade, já que eles quiseram fazer o disco desse jeito. Então não tem como comparar com "By The Way", "Californication", "Stadium Arcadium" e até mesmo com "I'm With You".
Teve muita gente que se surpreendeu com a pegada mais Pop do "The Getaway", mas de quem já compôs de "Suck My Kiss" a "Scar Tissue" isso é apenas uma curva acentuada na longa estrada da banda.
Música favorita: The Longest Wave
Marcadores:
Resenhas,
Rock Internacional
Blogueiro e músico. Sou Beatlemaníaco, mas nem por isso deixo de escutar outros artistas. Gosto muito de MPB e do bom e velho Rock N' Roll.
17 junho 2016
"Persona " o álbum de estreia do Vitor Medina
Persona é o primeiro trabalho solo do cantor e compositor Vitor Medina. O disco já vem carregando o peso de já ter um single com clipe, o "Colabora", a segunda faixa. Apesar do peso temos que destacar a coesão desse trabalho, já que geralmente um primeiro álbum contém certas desconexões entre as faixas, até pela compreensível insegurança do artista e também pela indefinição de sonoridade, felizmente esse não foi o caso. No "Persona" nenhuma música se desprende negativamente das outras.
Falando da sonoridade, tirando fato das letras serem em português, o "Persona", poderia ser facilmente confundido com o disco de música Latina, já que os metais são extremamente parecidos com o que ouvimos nas músicas Argentinas, Uruguaias e Colombianas, elementos da Cúmbia (ritmo latino) também são perceptíveis. Além da parte latina o disco tem aquela pegada mais acústica, já que outra influência do Vitor é a música Folk, mas mesmo assim as faixas não ficaram com lacunas, a sonoridade é bem completa.
Vitor Medina está preparando outro clipe para o disco e a canção com mais probabilidade de ser escolhida é "Deixa Ela Ver" a terceira faixa do disco.
Vale apena também destacar a parte gráfica do "Persona", já que a capa e a contra capa do disco são muito bem feitas e criativas, e brincam com a barba do Vitor Medina.

Confere o disco completo.
Marcadores:
Glam e Folk,
Resenhas,
Rock Nacional
Blogueiro e músico. Sou Beatlemaníaco, mas nem por isso deixo de escutar outros artistas. Gosto muito de MPB e do bom e velho Rock N' Roll.
16 junho 2016
Projeto MÓNÓ, o universo em 15 faixas
MONÓ é um projeto musical que envolve cinco bandas paulistanas (São Paulo), Chabad, Blues Drive Monster, Hollowood, Vapor e We Are Piano. O projeto consiste em um split (disco feito por mais de um artista ou banda), lançado no dia 1 de junho que conta com quinze faixas autorais e inéditas, sendo três de cada banda. MÓNÓ levou três anos para ser produzido e tem influências de gêneros como Rock, Punk, Hard Core, Grunge, psicodelia, MPB e música experimental, mostrando o grande universo musical que as bandas transitam, os temas das letras também são amplos e falam das nossas relações humanas e dos nossos questionamentos existenciais, e são cantadas tanto em inglês quanto em português.
Um dos pontos mais interessantes de um split é o fato de poder se conectar com vários artistas ou bandas de uma só vez. No caso desse projeto, ainda é mais interessantes pois o disco é bem coeso, apesar das diferenças sonoras entre as bandas e entres os seguimentos que compõem o álbum. Tudo soa bem e parece um som bem complementar. Tomara que projetos como o MÓNÓ fiquem mais comuns e que mais bandas sigam esse exemplo.
Não deixe de conferir o álbum completo, é só dar o play e deixar rolar, depois aproveita e baixe o disco (clique aqui).
Marcadores:
MPB,
Resenhas,
Rock Nacional
Blogueiro e músico. Sou Beatlemaníaco, mas nem por isso deixo de escutar outros artistas. Gosto muito de MPB e do bom e velho Rock N' Roll.
Assinar:
Postagens (Atom)





