O nome da banda na primeira olhada dá
aquela sensação de ser uma banda folk, mas vocês são na verdade uma banda de
Rock, como surgiu o nome da banda? Vocês já foram confundidos pelo nome com uma
banda folk?
Pois é cara, isso acontece algumas vezes. Lembro de uma vez um
casal de turistas do Peru que viu nosso nome na porta do Imperator aqui no Rio
de Janeiro e entraram no show achando que seria um show folk, depois eles
entraram no camarim e falaram que na verdade a surpresa foi ótima pra eles de
ser uma banda de rock. Na época dos primeiros ensaios, quando estávamos
compondo as primeiras músicas e não tínhamos nome, ficávamos pensando direto
sobre qual nome poderíamos dar a banda, é uma missão muito importante e
difícil... Uma vez eu estava no carro ouvindo a coletânea do John Lennon e
começou a tocar a versão que ele fez de “Stand by Me”, e num determinado
momento da música ele fala “Hello Folks/ how you doing Folks” algo do tipo... e
o Folks ficou na cabeça, que na verdade significa “galera/pessoas” e como a
gente sempre quis ter uma banda que agregasse todo tipo de pessoas independente
de qualquer diferença, acho que encaixou perfeitamente... E no final, eu só
tenho a agradecer ao John, mais uma vez...
Vocês recentemente tocaram no SXSW,
como foi a experiência pra vocês?
Foi incrível! Não só por se tratar da edição
de aniversário de 30 anos de um dos festivais mais respeitados do mundo, mas
você subir no palco e começar a cantar em um idioma completamente desconhecido
do público e ainda assim eles estarem completamente conectados com o que estava
rolando ali foi maravilhoso! Inclusive, a gente fez eles cantarem trecho da
nossa música e tudo, foi muito emocionante!
Vocês são fluminense. Como é a cena
daí?
A cena aqui no Rio de uns anos pra cá tem se tornado referência, as
próprias bandas vem se articulando e juntas conquistando novos espaços de
qualidade pra que haja eventos. Isso também só é possível devido ao grande
número de bandas de excelente qualidade, posso citar algumas de amigos que
estão sempre dividindo palcos com a gente e que gosto muito como Stereophant,
Canto Cego, Nove Zero Nove, Drenna, Clashing Clouds, Hover, Filtra, Medulla,
Menores Atos, Planar, Fleeting Circus, Memora, Candido, El Toco, Vital, Jaya,
Drops96, Vendo Meu Sofa Vermelho, Diabo Verde, Pessoal da Nasa, Jane Lane,
Balba, Kapitu, Quarto Teto, Ventre, Fuzzcas, Limber, The Outs, The Highjack,
Rivotrio2ml... Na real tem mó galera, essas são só algumas que vieram na mente
no momento, tem muita gente fazendo um trabalho bem maneiro, e acho também que
a pesquisa, você ir atrás pra conhecer faz parte do processo, é importante que
as pessoas tenham cada vez mais interesse em procurar o novo...
Quais são os
projetos para o futuro da banda?
A gente ainda tem muita coisa pra explorar no
nosso primeiro disco, queremos gravar mais alguns clipes, talvez uns live
sessions, esse disco chegou a ser o 3° álbum de rock mais vendido no iTunes,
ficamos muito felizes e orgulhosos, claro que por ser o primeiro temos um
carinho muito especial... Mas continuamos compondo, o segundo já está nos
nossos planos!
A banda quando começou pensou em atuar no cenário aqui no
Brasil, ou exportar?
A gente sempre pensou aqui no Brasil, nossa
casa... Claro que em conversas mirabolantes rolava papo de ir lá pra fora fazer
um som, mas não imaginávamos que teríamos essa oportunidade no momento. Claro,
que agora abriu nossa mente e estamos pensando em lançar nosso disco em outros
países também.
As influências de vocês são muitas, tem como citar cinco?
Olha, são muitas mesmo, cada um da banda curte vertentes distintas apesar dos nossos gostos serem muito semelhantes. Mas se fosse pra resumir em 5, seria mais ou menos: 1) Led Zeppelin 2) Rolling Stones 3) Barão Vermelho 4) Paralamas do Sucesso 5) Bad Religion.
Olha, são muitas mesmo, cada um da banda curte vertentes distintas apesar dos nossos gostos serem muito semelhantes. Mas se fosse pra resumir em 5, seria mais ou menos: 1) Led Zeppelin 2) Rolling Stones 3) Barão Vermelho 4) Paralamas do Sucesso 5) Bad Religion.
Vocês são uma banda independente? Se sim, quais as
vantagens e as desvantagens?
Sim, tivemos nosso disco lançado pelo selo Toca
Discos, eles nos dão um suporte e nos ajudam em muitas áreas mas continuamos
sendo uma banda independente, sem nenhum tipo de investidor. O bom é que
podemos fazer o que quisermos sem pedir autorização pra ninguém. O ruim, é que
praticamente todos os projetos precisam de grana, e se tivéssemos um investidor
seria mais fácil de viabilizar tudo que temos em mente. Mas acredito que “tudo
tem seu tempo, tudo tem o seu valor” Então seguimos fazendo nosso som,
espalhando amor e boas energias pra todos os lados, enquanto estivermos felizes
com o que fazemos, tudo vale a pena!
O Meu Nome É Música agradece o Kauan e a banda Folks pela atenção com o Blog.
Não deixe de conferir nossa lista de novas bandas de Rock aqui do Brasil, (clique aqui).
O Meu Nome É Música agradece o Kauan e a banda Folks pela atenção com o Blog.
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É sempre um prazer ouvir o som da Folks. Pra mim é uma das revelações da nova geração de músicos independentes. Sucesso pra vocês.
ResponderExcluirÉ uma banda sensacional mesmo, muito feliz pelo som deles e pelo carinho com o Blog! Obrigado por visitar o Meu Nome É Música!
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