03 maio 2016

Entrevista com a banda Folks

Folks é uma banda de Rock fluminense que tem uma pegada sensacional, com um som potente e bem original. A banda é formada por Kauan Calazans (Voz), Luca Neroni (Guitarra), Paulinho Barros (Guitarra / Voz), Vitor Carvalho (Baixo / Voz) e Ygor Helbourn (Bateria) e quem quiser curtir o som deles, dá um play no vídeo abaixo enquanto lê a entrevista que o Kauan, vocalista da banda, deu para o Meu Nome É Música.



O nome da banda na primeira olhada dá aquela sensação de ser uma banda folk, mas vocês são na verdade uma banda de Rock, como surgiu o nome da banda? Vocês já foram confundidos pelo nome com uma banda folk? 
Pois é cara, isso acontece algumas vezes. Lembro de uma vez um casal de turistas do Peru que viu nosso nome na porta do Imperator aqui no Rio de Janeiro e entraram no show achando que seria um show folk, depois eles entraram no camarim e falaram que na verdade a surpresa foi ótima pra eles de ser uma banda de rock. Na época dos primeiros ensaios, quando estávamos compondo as primeiras músicas e não tínhamos nome, ficávamos pensando direto sobre qual nome poderíamos dar a banda, é uma missão muito importante e difícil... Uma vez eu estava no carro ouvindo a coletânea do John Lennon e começou a tocar a versão que ele fez de “Stand by Me”, e num determinado momento da música ele fala “Hello Folks/ how you doing Folks” algo do tipo... e o Folks ficou na cabeça, que na verdade significa “galera/pessoas” e como a gente sempre quis ter uma banda que agregasse todo tipo de pessoas independente de qualquer diferença, acho que encaixou perfeitamente... E no final, eu só tenho a agradecer ao John, mais uma vez...

Vocês recentemente tocaram no SXSW, como foi a experiência pra vocês? 
Foi incrível! Não só por se tratar da edição de aniversário de 30 anos de um dos festivais mais respeitados do mundo, mas você subir no palco e começar a cantar em um idioma completamente desconhecido do público e ainda assim eles estarem completamente conectados com o que estava rolando ali foi maravilhoso! Inclusive, a gente fez eles cantarem trecho da nossa música e tudo, foi muito emocionante!  

Vocês são fluminense. Como é a cena daí? 
A cena aqui no Rio de uns anos pra cá tem se tornado referência, as próprias bandas vem se articulando e juntas conquistando novos espaços de qualidade pra que haja eventos. Isso também só é possível devido ao grande número de bandas de excelente qualidade, posso citar algumas de amigos que estão sempre dividindo palcos com a gente e que gosto muito como Stereophant, Canto Cego, Nove Zero Nove, Drenna, Clashing Clouds, Hover, Filtra, Medulla, Menores Atos, Planar, Fleeting Circus, Memora, Candido, El Toco, Vital, Jaya, Drops96, Vendo Meu Sofa Vermelho, Diabo Verde, Pessoal da Nasa, Jane Lane, Balba, Kapitu, Quarto Teto, Ventre, Fuzzcas, Limber, The Outs, The Highjack, Rivotrio2ml... Na real tem mó galera, essas são só algumas que vieram na mente no momento, tem muita gente fazendo um trabalho bem maneiro, e acho também que a pesquisa, você ir atrás pra conhecer faz parte do processo, é importante que as pessoas tenham cada vez mais interesse em procurar o novo...  



Quais são os projetos para o futuro da banda? 
A gente ainda tem muita coisa pra explorar no nosso primeiro disco, queremos gravar mais alguns clipes, talvez uns live sessions, esse disco chegou a ser o 3° álbum de rock mais vendido no iTunes, ficamos muito felizes e orgulhosos, claro que por ser o primeiro temos um carinho muito especial... Mas continuamos compondo, o segundo já está nos nossos planos! 

A banda quando começou pensou em atuar no cenário aqui no Brasil, ou exportar? 
A gente sempre pensou aqui no Brasil, nossa casa... Claro que em conversas mirabolantes rolava papo de ir lá pra fora fazer um som, mas não imaginávamos que teríamos essa oportunidade no momento. Claro, que agora abriu nossa mente e estamos pensando em lançar nosso disco em outros países também.

As influências de vocês são muitas, tem como citar cinco? 
Olha, são muitas mesmo, cada um da banda curte vertentes distintas apesar dos nossos gostos serem muito semelhantes. Mas se fosse pra resumir em 5, seria mais ou menos: 1) Led Zeppelin 2) Rolling Stones 3) Barão Vermelho 4) Paralamas do Sucesso 5) Bad Religion.

Vocês são uma banda independente? Se sim, quais as vantagens e as desvantagens? 
Sim, tivemos nosso disco lançado pelo selo Toca Discos, eles nos dão um suporte e nos ajudam em muitas áreas mas continuamos sendo uma banda independente, sem nenhum tipo de investidor. O bom é que podemos fazer o que quisermos sem pedir autorização pra ninguém. O ruim, é que praticamente todos os projetos precisam de grana, e se tivéssemos um investidor seria mais fácil de viabilizar tudo que temos em mente. Mas acredito que “tudo tem seu tempo, tudo tem o seu valor” Então seguimos fazendo nosso som, espalhando amor e boas energias pra todos os lados, enquanto estivermos felizes com o que fazemos, tudo vale a pena!

O Meu Nome É Música agradece o Kauan e a banda Folks pela atenção com o Blog.

Não deixe de conferir nossa lista de novas bandas de Rock aqui do Brasil, (clique aqui).

2 comentários:

  1. É sempre um prazer ouvir o som da Folks. Pra mim é uma das revelações da nova geração de músicos independentes. Sucesso pra vocês.

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    1. É uma banda sensacional mesmo, muito feliz pelo som deles e pelo carinho com o Blog! Obrigado por visitar o Meu Nome É Música!

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