20 julho 2016

Resenha: Percipere, disco de estreia do The Outs


Minha primeira sensação ao abrir o "Percipere" antes mesmo de escutar "Ainda Me Lembro" (primeira faixa) foi de surpresa, comecei a ler o título das faixas e percebi que todo o disco era em português. Sinceramente é um ato de coragem lançar dois EPs o "Spiral Dreams" (2014) e o "Marmalade Land" (2015) que são compostos só de músicas em inglês e depois cair de vez na comunicação tupiniquim na hora de compor seu disco de estreia. Confesso que foi uma frustração, naturalmente esperava o "Percipere" com mesclas dos dois EPs mais alguma inéditas, que até poderiam ser em português já que eles já haviam lançado "Ainda Me Lembro" como primeiro single.
Mas não foi isso que aconteceu, então agora a resenha parte deste pressuposto.

Após essa enorme consideração, vamos destrinchar o disco. Pra quem acompanhava a banda não houve surpresa na sonoridade, é o The Outs que conhecemos, mas para quem ainda não está situado no trabalho deles ou até mesmo ainda não escutou o "Percipere" é a pegada do Rock com a psicodelia setentista, ou para os mais modernos seria um som com fortes influências do Tame Impala - um dos principais representantes do gênero na atualidade -, o disco também carrega aquele lance de sempre ter um violão de fundo como base de quase todas as músicas, modulação e sobreposições de vozes também estão presentes, atributos que sempre foram características da banda.
A temática do "Percipere" é o tempo. Presente, passado e futuro com uma pitada de surrealismo se entrelaçam na mensagem desse novo trabalho, importante também destacar que as letras e principalmente o encaixe com o andamento da música são muito bons. O disco no geral é bem amarrado e uma ótima porta de entrada para novos fãs.

Música favorita: Os Monstros Nadam no Litoral Afogando o Esclarece (da Sua Mente)

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