Talvez eu seja o maior ignorante que a terra já viu nascer. Tudo é complexo e complicado de entender. Tenho a mania de teorizar o que necessita apenas de exemplificação. É a minha sina.
Não sei administrar o tempo, consequentemente, minha vida. Ponho prioridades e enumero-as.
Eu me alimento diariamente da ideia que o tempo é o único meio que não podemos compensar, haja vista que não o temos, ele simplesmente passa, como um vento devaneio, é a mais abstrata das contrações da vida.
O tempo é cruel, não podemos controla-lo, só temos conhecimento do tempo que passou e chamamos tudo de experiência ou frustração - é a nossa necessidade de classificar a qualidade do nosso tempo. O tempo nos destrói, temos medo de perder o tempo que não temos, construir em cima do tempo que não nos dá segurança, o tempo condiciona o medo, o medo dita a vida. O tempo é o nosso pai.
O pai que não nos diz quando fazer, nem como fazer, o pai que impõe castigo sem julgar o motivo. O tempo é o único pai presente que se recusa a aparecer. E não podemos discutir com o tempo, ele não nos dá esse direito; enquanto falamos, ele passa; enquanto mudamos, ele passa; enquanto paramos, ele passa. O tempo vê nossa ascensão e a nossa queda, vê do primeiro ao último suspiro, vê o que escondemos e é curativo para o que nos esconderam. O tempo é a alegria de possivelmente tê-lo para gastar e o culpado pela derrota de não termos para consumar - a seleção brasileira e Napoleão foram excomungados pelo o tempo. O tempo não nos ouve.
Com o passar dele mesmo, o tempo vira o nosso amigo - como um pai pode ser - é o fundamento dos momentos, não te julga, só te faz julgado, nos controla e nós dizemos que o tempo é o melhor remédio. Mas que tempo? É...ele mesmo, o tempo que não temos e esperamos ter.
Eu discuto o tempo, questiono o tempo, brigo com o tempo, perco para o tempo, sonho em ter tempo e me conformo com as condições que ele me dá, as condições da única opção que temos, que é deixar ele ser devaneio, como nós, que somos efêmeros na sua contagem.
O que nos resta? Ser o clichê do tempo, aproveitar o tempo, esquecer o tempo, saber que ele é vazio ao mesmo tempo que te faz refém, que ele mora e sonha contigo, que ele te condiciona a existência e que não brinca em serviço, que ele é o teu eterno momento e que principalmente, ele não precisa de ti. O tempo te acorda e te apaga e a gente vai embora com o tempo. E o tempo? O tempo está passando.
22 agosto 2017
Eu discuto o tempo
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Vítor por Vítor
Blogueiro e músico. Sou Beatlemaníaco, mas nem por isso deixo de escutar outros artistas. Gosto muito de MPB e do bom e velho Rock N' Roll.
16 agosto 2017
Minha visão egoísta do amor
Tentar buscar sublimidade e entendimento nos desencontros da vida é uma tarefa demasiadamente inútil. Não sei os porquês que figuram entre a gente, só peço que figurem mais vezes. Eles nos fazem muito bem.
É engraçado como no primeiro encontro nos pegamos ao mesmo tempo com expectativas próximas e distanciamento do futuro, dou culpa ao medo. Sentamos, conversamos, procuramos ideias nos reflexos que nos dão, no fim consumamos e tratamos como superficial e rotineiro - e não é. Eu sempre penso sobre todos os objetos que omitimos nas conversas, a franqueza negada, que é o pressuposto da intimidade que até então não temos. Vamos sempre abrindo o jogo aos poucos - com segurança - até algum estalo permitir o mais intenso dos afetos - o amor. Mas até lá são pedras.
Minha visão egoísta do amor presume na importância que o afeto tem nas pequenas coisas, talvez presuma também no quanto as músicas do Marcelo Jeneci fazem sentido, ou no quanto os arredores ganham mais brilho, quando a chuva ganha conotação parisiense e o sol desvenda os mistérios mais belos da tropicalidade. É quando se ganha novos olhos.
Nunca fui de fazer nem de desvendar planos, objetivar um nível de relacionamento nunca será minha prioridade, eu sempre fui desprendido e isso que me leva até ela, isso que me leva aonde eu quero sem pensar em querer. Já sinto a saudades que não dói, o afeto nos assuntos que não vinculam naturalmente o afeto, já imagino a série com alguém palpitando, o mundo com alguém para discutir, a vida com ela para dar sentido.
É engraçado como no primeiro encontro nos pegamos ao mesmo tempo com expectativas próximas e distanciamento do futuro, dou culpa ao medo. Sentamos, conversamos, procuramos ideias nos reflexos que nos dão, no fim consumamos e tratamos como superficial e rotineiro - e não é. Eu sempre penso sobre todos os objetos que omitimos nas conversas, a franqueza negada, que é o pressuposto da intimidade que até então não temos. Vamos sempre abrindo o jogo aos poucos - com segurança - até algum estalo permitir o mais intenso dos afetos - o amor. Mas até lá são pedras.
Minha visão egoísta do amor presume na importância que o afeto tem nas pequenas coisas, talvez presuma também no quanto as músicas do Marcelo Jeneci fazem sentido, ou no quanto os arredores ganham mais brilho, quando a chuva ganha conotação parisiense e o sol desvenda os mistérios mais belos da tropicalidade. É quando se ganha novos olhos.
Nunca fui de fazer nem de desvendar planos, objetivar um nível de relacionamento nunca será minha prioridade, eu sempre fui desprendido e isso que me leva até ela, isso que me leva aonde eu quero sem pensar em querer. Já sinto a saudades que não dói, o afeto nos assuntos que não vinculam naturalmente o afeto, já imagino a série com alguém palpitando, o mundo com alguém para discutir, a vida com ela para dar sentido.
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09 agosto 2017
Cartas para não serem lidas
Não vou explicar o texto, apenas contextualizar. O eu lírico traça por meio de 5 cartas um relacionamento intenso e confuso, um caso sem resolução.
CARTA 1
Nos cruzamos como desconhecidos de próprios e longínquos mundos. E o tempo segue o curso. Eu, a minha órbita.
Cheguei em casa, e teu nome pintado de azul com um número do lado, ainda não tinha aparecido. Não reclamo, eu fiz por onde, te provoquei o fim de semana inteiro; e tu, como sempre, continuou com teu projeto de correspondência ao que foi dado, nunca respondeu mais do que eu perguntei, nunca demonstrou interesse ao ponto de parecer-me interessada. Ora, tu és a calculista de nós dois. Quanto a mim? O provocador.
Não sei o que sentes, nem se sentes, mas sei que pensas se sentes, por isso continua presente. Não há como negar como nossos olhos se procuram e se grudam, como ímãs; apesar de puxar o meu, como uma tentava de tirá-lo do teu foco - sempre em vão - não o culpo por fixar-se na miragem que é o teu.
De noite, o travesseiro e o reboliço que me causa, contorço-me de um lado para um outro - é a minha tônica - imaginado construções futuras de dias perfeitos, junto com as infinitas razões para dar errado, considerando-me como a principal. Sim, eu sei, tenho culpa por nós dois, porém espero que entenda que conversar contigo é pisar em falso, teus olhos palpitam como se procurasse algo que eu não tenho, e nunca terei - e nesse caso a culpa cai no teu colo, já que não me deixas mostrar. Prefere sentir-se distante. E me distancio.
Mais um dia...e o que calculou hoje? Mentiras? Disfarces? Omissão? O mais provável é que estejas alquimiando tudo desta vez, provoca a desordem da forma mais organizada possível, as vezes sei que esqueces e mistura verdades, é inevitável, tua humanidade ainda transparece, mesmo que sem o brilho do erro, mesmo sem tua verdadeira voz. Saiba que a única coisa que me faz em ti é o reflexo que transpõem em teus olhos, pois é único que não pode enxergar. Por isso não feche se ainda goza da minha contada presença.
______________________________________________________
CARTA 2
Preciso confessar: Como é difícil te escrever! Uma tortura para o cérebro, um alvo ao coração. És um ser naturalmente difícil, mas pragmatizar tua conduta, é como dar nome as estrelas - estressante e sem um verdadeiro fim. Te escrevo para passar o tempo, como uma busca de saciedade da alma, que é sádica; do ponto de vista literal, é um tiro atrás do outro. Só tu.
______________________________________________________
CARTA 3
Vou embora, o ir embora sem duas passagens. Sei que não vai pedir que eu fique, e nem sei se sentirá minha falta. Espero que sinta - confesso - e que sofras...
Espero que tenhas que dar tua generosidade egoísta, que precise comprimir teu ego, espero que doa quando teu olhar baixar, espero que faça transparecer tua humanidade. Hoje me olhaste com marcação, não sabe o que te aguarda - acha que ainda me têm! - amargará a consequência. Sinto por sentir e te escrever rancor. Mas hoje é o que tenho para ti. O inverno parece chegar...Estás preparada? Espero que não, para que pelo menos um vez, estejamos em igualdade, nem que seja por um critério nivelado por baixo.
Sei que não vais me responder, mas sei que ainda pensa...
Eu te amo, para o nosso azar.
______________________________________________________
CARTA 4
Hoje descobri tua fragilidade e o mais interessante é que foi justamente quando tentou medir a minha. Nem sempre as coisas são como a gente quer honey. O mundo é um dado viciado, e se a gente não estiver do lado certo, cairemos com a face para baixo. A cada dia fico menos subjetivo e tenho nas palavras em ti, meu reduto. Espero que esteja lendo e que um dia me responda, mesmo que seja na tua contada forma de correspondência ao que foi dado.
Fica bem.
______________________________________________________
CARTA 5
Preciso confessar-te que não quero que precises ler estas cartas, especialmente esta - mais pra frente explicarei o porquê.
Hoje tudo foi diferente, o sol estarrecedor, nenhuma nuvem acusando uma possível trégua do calor. Hoje andamos com a jurisprudência de não fazer mais do que o necessário e comum. Mas o comum da vida me consome. Hoje me chamou e me ajudou, foi o ato mais gratificante que eu poderia esperar de ti, és a calculista, já te disse.
Ainda hoje, sei que ficou sem saber quando me viu distraído. Mesmo tendo-te a um palmo, meus olhos, hoje, não te encontraram como antes, e a tua raiva é saber que não precisei controlá-los, foi espontâneo - como todos meus passos.
Demoramos, mas chegamos.
Reforço que não quero que recebas estas cartas. Infelizmente, se receber, saberá o porquê, sempre foi mais esperta que eu. Ou talvez nem pense nisso.
CARTA 1
Nos cruzamos como desconhecidos de próprios e longínquos mundos. E o tempo segue o curso. Eu, a minha órbita.
Cheguei em casa, e teu nome pintado de azul com um número do lado, ainda não tinha aparecido. Não reclamo, eu fiz por onde, te provoquei o fim de semana inteiro; e tu, como sempre, continuou com teu projeto de correspondência ao que foi dado, nunca respondeu mais do que eu perguntei, nunca demonstrou interesse ao ponto de parecer-me interessada. Ora, tu és a calculista de nós dois. Quanto a mim? O provocador.
Não sei o que sentes, nem se sentes, mas sei que pensas se sentes, por isso continua presente. Não há como negar como nossos olhos se procuram e se grudam, como ímãs; apesar de puxar o meu, como uma tentava de tirá-lo do teu foco - sempre em vão - não o culpo por fixar-se na miragem que é o teu.
De noite, o travesseiro e o reboliço que me causa, contorço-me de um lado para um outro - é a minha tônica - imaginado construções futuras de dias perfeitos, junto com as infinitas razões para dar errado, considerando-me como a principal. Sim, eu sei, tenho culpa por nós dois, porém espero que entenda que conversar contigo é pisar em falso, teus olhos palpitam como se procurasse algo que eu não tenho, e nunca terei - e nesse caso a culpa cai no teu colo, já que não me deixas mostrar. Prefere sentir-se distante. E me distancio.
Mais um dia...e o que calculou hoje? Mentiras? Disfarces? Omissão? O mais provável é que estejas alquimiando tudo desta vez, provoca a desordem da forma mais organizada possível, as vezes sei que esqueces e mistura verdades, é inevitável, tua humanidade ainda transparece, mesmo que sem o brilho do erro, mesmo sem tua verdadeira voz. Saiba que a única coisa que me faz em ti é o reflexo que transpõem em teus olhos, pois é único que não pode enxergar. Por isso não feche se ainda goza da minha contada presença.
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CARTA 2
Preciso confessar: Como é difícil te escrever! Uma tortura para o cérebro, um alvo ao coração. És um ser naturalmente difícil, mas pragmatizar tua conduta, é como dar nome as estrelas - estressante e sem um verdadeiro fim. Te escrevo para passar o tempo, como uma busca de saciedade da alma, que é sádica; do ponto de vista literal, é um tiro atrás do outro. Só tu.
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CARTA 3
Vou embora, o ir embora sem duas passagens. Sei que não vai pedir que eu fique, e nem sei se sentirá minha falta. Espero que sinta - confesso - e que sofras...
Espero que tenhas que dar tua generosidade egoísta, que precise comprimir teu ego, espero que doa quando teu olhar baixar, espero que faça transparecer tua humanidade. Hoje me olhaste com marcação, não sabe o que te aguarda - acha que ainda me têm! - amargará a consequência. Sinto por sentir e te escrever rancor. Mas hoje é o que tenho para ti. O inverno parece chegar...Estás preparada? Espero que não, para que pelo menos um vez, estejamos em igualdade, nem que seja por um critério nivelado por baixo.
Sei que não vais me responder, mas sei que ainda pensa...
Eu te amo, para o nosso azar.
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CARTA 4
Hoje descobri tua fragilidade e o mais interessante é que foi justamente quando tentou medir a minha. Nem sempre as coisas são como a gente quer honey. O mundo é um dado viciado, e se a gente não estiver do lado certo, cairemos com a face para baixo. A cada dia fico menos subjetivo e tenho nas palavras em ti, meu reduto. Espero que esteja lendo e que um dia me responda, mesmo que seja na tua contada forma de correspondência ao que foi dado.
Fica bem.
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CARTA 5
Preciso confessar-te que não quero que precises ler estas cartas, especialmente esta - mais pra frente explicarei o porquê.
Hoje tudo foi diferente, o sol estarrecedor, nenhuma nuvem acusando uma possível trégua do calor. Hoje andamos com a jurisprudência de não fazer mais do que o necessário e comum. Mas o comum da vida me consome. Hoje me chamou e me ajudou, foi o ato mais gratificante que eu poderia esperar de ti, és a calculista, já te disse.
Ainda hoje, sei que ficou sem saber quando me viu distraído. Mesmo tendo-te a um palmo, meus olhos, hoje, não te encontraram como antes, e a tua raiva é saber que não precisei controlá-los, foi espontâneo - como todos meus passos.
Demoramos, mas chegamos.
Reforço que não quero que recebas estas cartas. Infelizmente, se receber, saberá o porquê, sempre foi mais esperta que eu. Ou talvez nem pense nisso.
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25 julho 2017
O lirismo que ela me causa
Ela é a dona dos clichês mais lindos da minha vida. Ela é um clichê, dos que não se encontra mais, mas eu a encontrei, e não largo por nada.
Ela não merece um texto - apesar de eu estar escrevendo - mas um livro, ou uma enciclopédia para enumerar suas surpresas diárias, que são muitas. Ela não é apenas "um rosto lindo e um sorriso encantador", ela é o motivo do meu encantar, e a razão pela qual sorrio mesmo quando os poços me pegam. Talvez o meu contemplar seja o seu todo, porém o que me cativa são seus detalhes, e nem tem como eu citar ou descrever - eles não são feitos por palavras.
Não quero falar da gente, quero falar unicamente dela, da dona do meu pensamento.
Preciso esclarecer que é ela que conta sua própria história - eu só a transponho para cá. Por isso sempre segue... vamos continuar?!
A gente tem andado um bocado junto, literalmente. E tenho aprendido muito como o exercício dos nossos passos. Aprendi que o mundo pode ser reduzido ao simples reflexo dos seus grandes olhos verdes, e que mesmo assim, perco-me facilmente. Vivo com ela à margem de uma eterna inércia, na qual imploro para que ninguém, nem nada, me tire. Não quero mudar, nem mesmo um passo - ao menos que ela me proponha.
Nos redobramos para nos encontrar, e o pouco tempo que temos, atua como nosso inimigo - às vezes queria que a contagem nos ignorasse, assim como os que desfrutam da nossa presença quando estamos à um palmo de distância. E se também fosse possível, que o sol se escondesse apenas às 10 da noite.
Ainda temos o receio da liberdade, que ainda nos é condicionada - apesar de escaparmos, sem pudor nenhum, da lei dessa nossa discrição. Ela ainda me causa o furor da primeira vez que a vi, ainda tira de mim todo o calculismo...mas a cada encontro, a cada cheiro, a cada beijo, descubro o quanto ela tem para me mostrar. E essa é a parte mais legal da gente.
Ela não merece um texto - apesar de eu estar escrevendo - mas um livro, ou uma enciclopédia para enumerar suas surpresas diárias, que são muitas. Ela não é apenas "um rosto lindo e um sorriso encantador", ela é o motivo do meu encantar, e a razão pela qual sorrio mesmo quando os poços me pegam. Talvez o meu contemplar seja o seu todo, porém o que me cativa são seus detalhes, e nem tem como eu citar ou descrever - eles não são feitos por palavras.
Não quero falar da gente, quero falar unicamente dela, da dona do meu pensamento.
Preciso esclarecer que é ela que conta sua própria história - eu só a transponho para cá. Por isso sempre segue... vamos continuar?!
A gente tem andado um bocado junto, literalmente. E tenho aprendido muito como o exercício dos nossos passos. Aprendi que o mundo pode ser reduzido ao simples reflexo dos seus grandes olhos verdes, e que mesmo assim, perco-me facilmente. Vivo com ela à margem de uma eterna inércia, na qual imploro para que ninguém, nem nada, me tire. Não quero mudar, nem mesmo um passo - ao menos que ela me proponha.
Nos redobramos para nos encontrar, e o pouco tempo que temos, atua como nosso inimigo - às vezes queria que a contagem nos ignorasse, assim como os que desfrutam da nossa presença quando estamos à um palmo de distância. E se também fosse possível, que o sol se escondesse apenas às 10 da noite.
Ainda temos o receio da liberdade, que ainda nos é condicionada - apesar de escaparmos, sem pudor nenhum, da lei dessa nossa discrição. Ela ainda me causa o furor da primeira vez que a vi, ainda tira de mim todo o calculismo...mas a cada encontro, a cada cheiro, a cada beijo, descubro o quanto ela tem para me mostrar. E essa é a parte mais legal da gente.
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21 julho 2017
Bem vindo aos tempos modernos
Desisto de discutir. Se há uma discussão já me dou por vencido, nem me proponho a buscar argumentos. E quanto mais óbvio, menos me vale a discussão - achei que a obviedade fosse a própria resposta. Agora deixo sempre como está - não me atrevo. Tentar mostrar o que está a um palmo da retina nunca mudará o mundo, a felicidade está na ignorância e na alienação outrora institucionalidade pelo donos do mundo.
Um papo sem vínculo, palavras cultas porém soltas, quem tem mais articulação vence - sempre foi assim. Hoje não há busca nem aprofundamento, hoje é um acúmulo de pequeno excertos de grandes manipulações que mastigam as informações e nos entregam "prontas", a preguiça mutila a averiguação. O pessimismo me faz pensar que esse não será o fim, a realidade é mais perturbante.
Cópias à moda telefone sem fio, e quanto mais se tenta conquistar, menos se tem.
Um papo sem vínculo, palavras cultas porém soltas, quem tem mais articulação vence - sempre foi assim. Hoje não há busca nem aprofundamento, hoje é um acúmulo de pequeno excertos de grandes manipulações que mastigam as informações e nos entregam "prontas", a preguiça mutila a averiguação. O pessimismo me faz pensar que esse não será o fim, a realidade é mais perturbante.
Cópias à moda telefone sem fio, e quanto mais se tenta conquistar, menos se tem.
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